{"id":38411,"date":"2024-12-10T13:58:22","date_gmt":"2024-12-10T16:58:22","guid":{"rendered":"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/colecoes\/?post_type=tnc_col_9388_item&#038;p=38411"},"modified":"2024-12-10T13:58:24","modified_gmt":"2024-12-10T16:58:24","slug":"o-patrimonio-na-encruzilhada-do-sentido-dispositivos-de-memoria-entre-a-chancela-e-o-afeto","status":"publish","type":"tnc_col_9388_item","link":"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/colecoes\/colecao-producao-mf\/o-patrimonio-na-encruzilhada-do-sentido-dispositivos-de-memoria-entre-a-chancela-e-o-afeto\/","title":{"rendered":"O patrim\u00f4nio na encruzilhada do sentido: dispositivos de mem\u00f3ria entre a chancela e o afeto"},"content":{"rendered":"<p>O objetivo desta pesquisa \u00e9 discutir e relativizar o conceito de patrim\u00f4nio. As m\u00faltiplas formas de produ\u00e7\u00e3o e valora\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio, desde a sua origem, evidenciam uma trajet\u00f3ria hist\u00f3rica n\u00f4made e poliss\u00eamica do conceito. No s\u00e9culo XX, com a celebra\u00e7\u00e3o das conven\u00e7\u00f5es da Unesco e tratados internacionais sobre o patrim\u00f4nio, a polissemia do conceito acentuou-se ainda mais, constituindo, com isso, uma \u201cencruzilhada do sentido\u201d, do significado, aqui trabalhada em duas dimens\u00f5es: sem\u00e2ntica e pr\u00e1tica. A primeira diz respeito \u00e0 pr\u00f3pria polissemia ou polival\u00eancia da palavra patrim\u00f4nio. A segunda, refere-se \u00e0s pr\u00e1ticas de produ\u00e7\u00e3o e valora\u00e7\u00e3o dos bens culturais, tendo em vista o papel do Estado (Poder P\u00fablico), com seus \u00f3rg\u00e3os de defesa do patrim\u00f4nio, e o papel das comunidades de cultura, produtoras de bens simb\u00f3licos. Parte-se do pressuposto de que todo patrim\u00f4nio \u00e9 produzido e legitimado no \u00e2mbito do espa\u00e7o p\u00fablico, tamb\u00e9m trabalhado em duas perspectivas: espa\u00e7o p\u00fablico-pol\u00edtico e espa\u00e7o p\u00fablico-comunit\u00e1rio. A primeira referese ao dom\u00ednio das a\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, do Estado, da legisla\u00e7\u00e3o, dos \u00f3rg\u00e3os de preserva\u00e7\u00e3o e defesa do patrim\u00f4nio, da chancela, das for\u00e7as pol\u00edticas e dos conflitos no contexto urbano, levando em conta o cen\u00e1rio de Ourinhos-SP, com as a\u00e7\u00f5es da Prefeitura Municipal, da Secretaria Municipal de Cultura e da Comiss\u00e3o Municipal de Preserva\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico. A segunda referese ao contexto das comunidades e ao espa\u00e7o de vida dos grupos de cultura, tendo como exemplo o universo religioso da comunidade Igreja Adventista do S\u00e9timo Dia em Ourinhos. De um lado, os bens culturais consagrados e chancelados pelo Estado, enquanto patrim\u00f4nio oficial do povo. De outro, os produtos culturais das comunidades, com seu valor simb\u00f3lico-afetivo. Por um lado, os dispositivos de mem\u00f3ria chancelada. Por outro, a mem\u00f3ria afetiva das comunidades. A partir disso, busca-se responder: O que \u00e9 patrim\u00f4nio? Como ocorre o processo de valora\u00e7\u00e3o dos bens? Quem os valora? Se \u00e9 patrim\u00f4nio, \u00e9 patrim\u00f4nio para quem simbolicamente? H\u00e1 patrim\u00f4nio sem valora\u00e7\u00e3o? Patrim\u00f4nio \u00e9 aquilo que o Estado diz que \u00e9 e chancela? Bens n\u00e3o-reconhecidos pelo Estado, exclu\u00eddos e indeferidos em pedidos de tombamento, n\u00e3o s\u00e3o, portanto, patrim\u00f4nios? O que s\u00e3o, ent\u00e3o, os bens produzidos pelos grupos de cultura? O que escondem as chancelas? Para al\u00e9m delas, o que existe? Cabe ao historiador analisar apenas os bens consagrados pelo Estado? Como o pesquisador do patrim\u00f4nio deve atuar frente \u00e0 encruzilhada do sentido? Que patrim\u00f4nio investigar? Tais quest\u00f5es costuram o trabalho do in\u00edcio ao fim. A tese aqui postulada \u00e9 a de que patrim\u00f4nio n\u00e3o \u00e9 somente aquilo que o Estado consagra pela chancela. H\u00e1, sobretudo para al\u00e9m do tombamento, patrim\u00f4nios t\u00e3o leg\u00edtimos quanto, por\u00e9m, consagrados pela percep\u00e7\u00e3o afetiva.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","format":"standard","class_list":["post-38411","tnc_col_9388_item","type-tnc_col_9388_item","status-publish","format-standard","hentry","tnc_tax_37089-portugues","tnc_tax_26723-assis","tnc_tax_23229-prado-andre-pires-do","tnc_tax_23208-programa-de-pos-graduacao-em-historia","tnc_tax_22577-estacao","tnc_tax_22577-memoria","tnc_tax_22577-patrimonio-cultural","tnc_tax_22577-patrimonio-ferroviario","tnc_tax_22577-politica-publica","tnc_tax_3241-tese-de-doutorado"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/colecoes\/wp-json\/wp\/v2\/tnc_col_9388_item\/38411","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/colecoes\/wp-json\/wp\/v2\/tnc_col_9388_item"}],"about":[{"href":"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/colecoes\/wp-json\/wp\/v2\/types\/tnc_col_9388_item"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/colecoes\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38411"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/colecoes\/wp-json\/wp\/v2\/tnc_col_9388_item\/38411\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/colecoes\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38411"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}