{"id":3488,"date":"2020-05-20T10:55:42","date_gmt":"2020-05-20T13:55:42","guid":{"rendered":"https:\/\/memoriaferroviaria.rosana.unesp.br\/?p=3488"},"modified":"2020-05-20T15:44:40","modified_gmt":"2020-05-20T18:44:40","slug":"educacao-e-patrimonio-cultural-possibilidades-e-caminhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/?p=3488","title":{"rendered":"Educa\u00e7\u00e3o e Patrim\u00f4nio Cultural: Possibilidades e caminhos."},"content":{"rendered":"\n<p style=\"font-size:18px\">Em comemora\u00e7\u00e3o ao Dia do Pedagogo,\ndia 20 de maio de 2020, convidamos o graduando em Pedagogia da Universidade de\nS\u00e3o Paulo (USP) e membro da equipe Mem\u00f3ria Ferrovi\u00e1ria, Evandro Nogueira\nSantana Junior a nos informar sobre a atua\u00e7\u00e3o do Pedagogo e a a\u00e7\u00e3o deste\nprofissional na \u00e1rea patrimonial.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"680\" src=\"https:\/\/memoriaferroviaria.rosana.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Pedagogo-1024x680.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3489\" srcset=\"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Pedagogo-1024x680.jpg 1024w, https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Pedagogo-300x199.jpg 300w, https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Pedagogo-768x510.jpg 768w, https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Pedagogo-1536x1020.jpg 1536w, https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Pedagogo-425x282.jpg 425w, https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Pedagogo.jpg 1600w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption> Locomotiva em exposi\u00e7\u00e3o no p\u00e1tio do Museu da Companhia da Paulista. Fonte: Juan Cano, 2015. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\">Como um come\u00e7o apontou-se a atua\u00e7\u00e3o do\npedagogo e a diferencia\u00e7\u00e3o entre um educador, professor e pedagogo: &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\"><em>\u201cO professor talvez seja o mais simples. Desde a cria\u00e7\u00e3o da Lei de\nDiretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional em 1996, h\u00e1 uma defini\u00e7\u00e3o do trabalho\ndo professor, como algu\u00e9m dedicado a doc\u00eancia, diretamente no ensino, e o\nreconhecimento do seu trabalho na escola e na sala de aula. Por outro lado, o\ntermo educador ser\u00e1 aproveitado por uma abordagem que ganha for\u00e7a nas\ncontradi\u00e7\u00f5es do papel do professor, questionado principalmente pelo movimento\nchamado Escola Nova. Para esse movimento, o professor \u00e9 algu\u00e9m autorit\u00e1rio, que\npraticava a educa\u00e7\u00e3o de cima para baixo sem a participa\u00e7\u00e3o dos alunos no\nprocesso educativo e, por isso, n\u00e3o educava. Essa discuss\u00e3o foi suprimida e\nperdeu for\u00e7as frente a agenda educacional brasileira, assim, educador se torna\nsin\u00f4nimo de professor, com o agravante de n\u00e3o ter reconhecido seus direitos\ncomo profissional do ensino\u201d. <\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\">Tamb\u00e9m mencionou que<em> \u201co Pedagogo se desassocia dessa discuss\u00e3o na medida em que ele \u00e9 formado para trabalhar em diversos eixos da educa\u00e7\u00e3o, como na elabora\u00e7\u00e3o de curr\u00edculos, avalia\u00e7\u00f5es e materiais did\u00e1ticos, al\u00e9m dos diversos n\u00edveis de trabalho na escola. Tamb\u00e9m \u00e9 comum o trabalho em museus e centros culturais, como monitores ou gestores. Resumindo, todo professor \u00e9 pedagogo, pois tem (ou deveria ter) a forma\u00e7\u00e3o na \u00e1rea da Pedagogia, mas nem todo pedagogo \u00e9 professor, porque pode n\u00e3o trabalhar diretamente com o ensino\u201d, <\/em>diz Evandro.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\">Ele tamb\u00e9m aponta que \u201c<em>no caso da atua\u00e7\u00e3o do profissional em refer\u00eancia ao patrim\u00f4nio cultural, o trabalho se d\u00e1 basicamente nos museus, tanto como monitor ou gestor da parte educativa do museu, e tamb\u00e9m como acompanhante das visitas aos museus com os alunos. H\u00e1 a possibilidade de atuar tamb\u00e9m com a cria\u00e7\u00e3o de material did\u00e1tico, como por exemplo as maquetes desenvolvidas no Museu de Arqueologia e Etnologia da USP para escolas do ensino b\u00e1sico\u201d<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\">Sobre o envolvimento da pedagogia no projeto Memoria Ferrovi\u00e1ria, Evandro Santana Jr., diz: \u201c<em>al\u00e9m do desenvolvimento da minha pesquisa, o MF \u00e9 um grupo que proporciona bastante aprendizado e est\u00e1 sempre tentando inovar no trato do patrim\u00f4nio ferrovi\u00e1rio, com a ajuda de v\u00e1rias \u00e1reas, entre elas a educa\u00e7\u00e3o. Recentemente foi poss\u00edvel testar um roteiro tur\u00edstico na cidade de Campinas com algumas ideias do que pode ser chamado de turismo pedag\u00f3gico, mesmo que essa atividade tenha sido um ensaio para o desenvolvimento de um trabalho mais consistente pelos turism\u00f3logos, tamb\u00e9m proporcionou resultados importantes para a educa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\">Segundo Evandro, \u00e9\nimportante dar continuidade \u00e0s pesquisas dos pedagogos sobre os bens\npatrimoniais ferrovi\u00e1rios: <em>\u201c<\/em><em>Eu gosto muito de uma frase do Gilberto Gil que diz que \u201ca\ncultura \u00e9 ordin\u00e1ria\u201d, a cultura deve estar no dia-a-dia das pessoas, porque n\u00e3o\nse vive sem cultura, n\u00e3o se \u00e9 sem cultura. O patrim\u00f4nio ferrovi\u00e1rio, como\nrepresenta\u00e7\u00e3o de vest\u00edgios de uma ou v\u00e1rias culturas, precisa ser contemplado\ndentro do ensino, como componente de forma\u00e7\u00e3o para aquelas sociedades que foram\nformadas em processos fortemente ligados ao processo da industrializa\u00e7\u00e3o.\u201d <\/em>E ainda sobre os\ndesafios que o mesmo pode ver na \u00e1rea de pesquisa para profiss\u00e3o considera que\nconseguir inserir o ensino do patrim\u00f4nio dentro do curr\u00edculo \u00e9 o maior desafio:\n\u201c<em>Apesar de alguns documentos oficiais,\ncomo os Par\u00e2metros Curriculares Nacionais (PCNs), que apontam para a\nimport\u00e2ncia do estudo do patrim\u00f4nio cultural dentro de uma proposta curricular,\nesse conhecimento compete com diversos outros que tamb\u00e9m tem sua import\u00e2ncia em\nmeio ao que \u00e9, ou foi, produzido pela sociedade enquanto manifesta\u00e7\u00e3o cultural\ne\/ou tecnol\u00f3gica. Al\u00e9m disso, teremos que enfrentar o desafio da forma\u00e7\u00e3o de\nprofessores, que \u00e9 interessada no estudo do patrim\u00f4nio, como j\u00e1 indicada numa\npesquisa realizada pela Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro (2001), mas que ainda n\u00e3o tem os\ncomponentes de estudo, como material did\u00e1tico de refer\u00eancia para a se\naprofundar no tema\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\">Atualmente, ele baseia sua pesquisa na atua\u00e7\u00e3o do Pedagogo nos museus com componentes ferrovi\u00e1rios: \u201c<em>Atualmente a minha pesquisa se d\u00e1 sobre a potencialidade da forma\u00e7\u00e3o de professores e o que eles conseguem mobilizar na rela\u00e7\u00e3o museu-escola, levando em conta as visitas escolares feitas em dois museus que tem componentes ferrovi\u00e1rios, o Museu da Companhia Paulista e o Museu Hist\u00f3rico e Cultural de Jundia\u00ed \u201cSolar do Bar\u00e3o\u201d. A pesquisa prev\u00ea o acompanhamento das visitas escolares nos museus, bem como o acompanhamento de aulas nas turmas que realizaram essas visitas com objetivo de entender os saberes mobilizados pelos professores na sala de aula com as visitas, partindo de uma teoria do pedag\u00f3gica que vai eleger alguns conhecimentos como mais importantes do que outros nessa rela\u00e7\u00e3o. Espero poder contribuir em potencializar a rela\u00e7\u00e3o entre as duas institui\u00e7\u00f5es, visto que o papel educativo do museu \u00e9 diferente do papel educativo da escola\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Entrevistado: <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/3539999605857134\">Evandro Nogueira Santana Junior<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>FUNDA\u00c7\u00c3O JO\u00c3O PINHEIRO (FJP). <strong>Centro de Estudos Hist\u00f3ricos e Culturais. Pesquisa educa\u00e7\u00e3o patrimonial:<\/strong> subs\u00eddios para elabora\u00e7\u00e3o de proposta de a\u00e7\u00e3o educativa: &#8211; Belo Horizonte, 2001. 42p. \u2013 (Cadernos do CEHC. S\u00e9rie Cultura, n.2) <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em comemora\u00e7\u00e3o ao Dia do Pedagogo, dia 20 de maio de 2020, convidamos o graduando em Pedagogia da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e membro da equipe Mem\u00f3ria Ferrovi\u00e1ria, Evandro Nogueira Santana Junior a nos informar sobre a atua\u00e7\u00e3o do Pedagogo e a a\u00e7\u00e3o deste profissional na \u00e1rea patrimonial. 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