{"id":3674,"date":"2020-06-20T11:26:20","date_gmt":"2020-06-20T14:26:20","guid":{"rendered":"https:\/\/memoriaferroviaria.rosana.unesp.br\/?p=3674"},"modified":"2020-06-20T14:39:02","modified_gmt":"2020-06-20T17:39:02","slug":"os-principais-materiais-das-construcoes-ferroviarias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/?p=3674","title":{"rendered":"Os principais materiais das constru\u00e7\u00f5es ferrovi\u00e1rias"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"font-size:18px\">Tijolo, pedra, madeira&#8230;\nOs materiais das constru\u00e7\u00f5es ferrovi\u00e1rias n\u00e3o costumam ser muito diferentes\ndaqueles empregados em outras tipologias de edifica\u00e7\u00f5es, mas nem por isso\ndeixam de guardar certas particularidades. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"695\" src=\"https:\/\/memoriaferroviaria.rosana.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Sem-t\u00edtulo-1024x695.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3675\" srcset=\"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Sem-t\u00edtulo-1024x695.jpg 1024w, https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Sem-t\u00edtulo-300x204.jpg 300w, https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Sem-t\u00edtulo-768x521.jpg 768w, https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Sem-t\u00edtulo-1536x1043.jpg 1536w, https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Sem-t\u00edtulo-2048x1390.jpg 2048w, https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Sem-t\u00edtulo-425x289.jpg 425w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption> Materiais construtivos em evid\u00eancia nas antigas oficinas de Jundia\u00ed. Fonte: Acervo pessoal da autora <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\">Primeiro de tudo: podemos\ncompreender como \u201cconstru\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria\u201d tudo aquilo que foi constru\u00eddo para\nviabilizar o funcionamento ferrovi\u00e1rio como: esta\u00e7\u00f5es, dep\u00f3sitos, oficinas,\narmaz\u00e9ns, casas telegr\u00e1ficas; e tamb\u00e9m outros tipos de edifica\u00e7\u00f5es que davam\nsuporte para os funcion\u00e1rios como \u00e9 o caso das casas para ferrovi\u00e1rios, escolas\ne etc. Al\u00e9m disso, outras constru\u00e7\u00f5es n\u00e3o podem ficar de fora, como \u00e9 o caso\ndos trilhos e postes e at\u00e9 das obras de arte que contemplam pontes, viadutos,\nbueiros, passagens de n\u00edvel&#8230; <\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\">Todas essas constru\u00e7\u00f5es,\nal\u00e9m de pertencerem ao universo ferrovi\u00e1rio, tamb\u00e9m partilhavam de outra\nsimilaridade: seus materiais. No Brasil, o <strong>tijolo<\/strong>\ncome\u00e7ou a ser utilizado em maior escala nas \u00faltimas d\u00e9cadas do s\u00e9culo XIX, onde\na implanta\u00e7\u00e3o das ferrovias facilitou o transporte desse material para todo o\nterrit\u00f3rio. Nas edifica\u00e7\u00f5es ferrovi\u00e1rias, a sua aplica\u00e7\u00e3o era de fechamento\n(como as paredes das esta\u00e7\u00f5es) e, muitas vezes, estrutural (no caso de pontes e\nbueiros, por exemplo).<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\">Dependendo do tipo da constru\u00e7\u00e3o,\no tijolo era revestido com argamassa e aquelas edifica\u00e7\u00f5es que n\u00e3o recebiam o\nrevestimento apresentavam um bom trabalho de aparelhamento. Nesse \u00faltimo caso,\nmuitos ornamentos realizados com o corte do tijolo podem ser vistos em esta\u00e7\u00f5es\nde menor porte, algumas oficinas e dep\u00f3sitos.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\">As <strong>pedras<\/strong> costumavam ser utilizadas no embasamento da edifica\u00e7\u00e3o. Mas\nnas demais constru\u00e7\u00f5es ferrovi\u00e1rias podemos v\u00ea-las com maior frequ\u00eancia nas\nfunda\u00e7\u00f5es de pontes e at\u00e9 mesmo no lastro dos trilhos, que tinha a fun\u00e7\u00e3o de absorver\no impacto e diminuir a trepida\u00e7\u00e3o dos carros e locomotivas.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\">A <strong>madeira<\/strong> foi utilizada em larga escala nas constru\u00e7\u00f5es ferrovi\u00e1rias:\nem edifica\u00e7\u00f5es, pontes, pontilh\u00f5es, postes, dormentes, carros&#8230; at\u00e9\ndeterminado per\u00edodo a madeira era utilizada at\u00e9 mesmo para a alimenta\u00e7\u00e3o das\nlocomotivas. Nas edifica\u00e7\u00f5es, sua aplica\u00e7\u00e3o costumava ser a de revestimento, sendo\naplicada em pisos; esquadrias, fazendo a vez de portas e janelas; e at\u00e9 mesmo\ncomo ornamento, sendo aplicada em lambrequins. Em algumas edifica\u00e7\u00f5es a madeira\ntamb\u00e9m era utilizada com fun\u00e7\u00e3o estrutural em tesouras de telhados. <\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\">Nos dormentes de trilhos,\npara retardar o processo de degrada\u00e7\u00e3o, ela passava pelo processo de\ncreosotagem &#8211; uma esp\u00e9cie de impermeabiliza\u00e7\u00e3o com \u00f3leo creosoto. Para as obras\nde arte, especialmente as pontes, alguns tipos de madeira eram preferidos, como\no caso da aroeira. No entanto, a substitui\u00e7\u00e3o por outro material era quase\nsempre um desejo para as companhias ferrovi\u00e1rias que, n\u00e3o dificilmente,\nmencionavam a superioridade do ferro em compara\u00e7\u00e3o: este seria mais dur\u00e1vel e\nmais seguro.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\">Por sua vez, o <strong>ferro<\/strong> foi o material mais caracter\u00edstico\ndas constru\u00e7\u00f5es ferrovi\u00e1rias e foi aplicado para diversos fins. Nas\nedifica\u00e7\u00f5es, sua resist\u00eancia permitia que estivesse presente em pilares e\ntesouras, garantindo uma edifica\u00e7\u00e3o mais r\u00edgida que suportasse (e diminu\u00edsse) a\ntrepida\u00e7\u00e3o ao passar dos trens. A plasticidade do material tamb\u00e9m permitia sua\naplica\u00e7\u00e3o em diversas estruturas como escadas e guarda-corpos. Al\u00e9m disso, em\nmuitas dessas estruturas pode-se identificar um apelo art\u00edstico e at\u00e9 a\naplica\u00e7\u00e3o ornamental desse material como em m\u00e3os-francesas e at\u00e9 cristas de\ncumeeiras.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\">A relev\u00e2ncia desse\nmaterial era tamanha que, n\u00e3o dificilmente, podemos encontrar diversas\nestruturas ferrovi\u00e1rias que eram feitas com trilhos velhos (como pequenas\nesta\u00e7\u00f5es, dep\u00f3sitos, pontes, postes e at\u00e9 arquibancadas de est\u00e1dio). Como a\nsiderurgia nacional era insipiente, grande parte desse material era importado.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\">No s\u00e9culo XX, outro material surge no cen\u00e1rio da constru\u00e7\u00e3o: o <strong>concreto armado<\/strong>, que permitia maiores v\u00e3os e a explora\u00e7\u00e3o de novas formas. Nas ferrovias n\u00e3o foi diferente e seu emprego pode ser visto em esta\u00e7\u00f5es, oficinas, pontes&#8230; tanto na fun\u00e7\u00e3o de fechamento quanto estrutural. Por fim, a escolha de um ou outro material para compor as obras ferrovi\u00e1rias estava quase sempre pautada em quest\u00f5es de custo e log\u00edstica: as companhias visavam sempre a funcionalidade e a economia. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/profile\/Taina_Silva5\">Tain\u00e1 Maria Silva<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Como citar<\/p>\n\n\n\n<p>SILVA, Tain\u00e1 Maria.  Os principais materiais das constru\u00e7\u00f5es ferrovi\u00e1rias. <strong>Projeto Mem\u00f3ria Ferrovi\u00e1ria<\/strong>, 2020. Dispon\u00edvel em:  <a href=\"https:\/\/memoriaferroviaria.rosana.unesp.br\/?p=3674\">https:\/\/memoriaferroviaria.rosana.unesp.br\/?p=3674<\/a> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tijolo, pedra, madeira&#8230; Os materiais das constru\u00e7\u00f5es ferrovi\u00e1rias n\u00e3o costumam ser muito diferentes daqueles empregados em outras tipologias de edifica\u00e7\u00f5es, mas nem por isso deixam de guardar certas particularidades. Primeiro de tudo: podemos compreender como \u201cconstru\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria\u201d tudo aquilo que foi constru\u00eddo para viabilizar o funcionamento ferrovi\u00e1rio como: esta\u00e7\u00f5es, dep\u00f3sitos,<a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/?p=3674\">Read More &rarr;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3684,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[20],"tags":[645,646,644,299,303],"class_list":{"0":"entry","1":"post","2":"publish","3":"author-evandro","4":"post-3674","6":"format-standard","7":"has-post-thumbnail","8":"category-noticias","9":"post_tag-arquitetura","10":"post_tag-construcao","11":"post_tag-materiais-construtivos","12":"post_tag-patrimonio-ferroviario","13":"post_tag-patrimonio-industrial"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3674","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3674"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3674\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3677,"href":"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3674\/revisions\/3677"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3684"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3674"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3674"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3674"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}