{"id":3729,"date":"2020-07-11T14:24:09","date_gmt":"2020-07-11T17:24:09","guid":{"rendered":"https:\/\/memoriaferroviaria.rosana.unesp.br\/?p=3729"},"modified":"2020-07-11T16:01:19","modified_gmt":"2020-07-11T19:01:19","slug":"hortos-florestais-da-industria-ferroviaria-ontem-hoje-e-amanha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/?p=3729","title":{"rendered":"Hortos Florestais da ind\u00fastria ferrovi\u00e1ria: ontem, hoje e amanh\u00e3."},"content":{"rendered":"\n<p style=\"font-size:18px\">Para explicarmos o que s\u00e3o hortos e qual sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio apresentarmos a Se\u00e7\u00e3o Florestal, que foi utilizada por muitas companhias ferrovi\u00e1rias, mais precisamente a Companhia Paulista de Estradas e Ferro (CPEF) que \u00e9 o nosso objeto de estudo. A Paulista foi fundada em 1868 por fazendeiros ligados ao caf\u00e9 e manteve sua atua\u00e7\u00e3o at\u00e9 1971, quando foi incorporada pela FEPASA \u2013 Ferrovia Paulista S\/A juntamente com as outras 4 ferrovias do estado (POZZER, 2007).<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\">No in\u00edcio do s\u00e9culo XX, a empresa obteve uma grande expans\u00e3o e um aumento na demanda em rela\u00e7\u00e3o a lenhas e dormentes, dessa forma a necessidade de mat\u00e9ria prima para manter a ferrovia em funcionamento aumenta. Por conta disso, se fez necess\u00e1rio a cria\u00e7\u00e3o de um departamento que fornecesse esse material e conseguisse suplantar o consumo, surgindo assim a Se\u00e7\u00e3o Florestal (MARTINI, 2004). &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\">Seu in\u00edcio se d\u00e1 em 1903, com a aquisi\u00e7\u00e3o de um terreno de 104 hectares na regi\u00e3o de Jundia\u00ed. Esse terreno deu origem ao primeiro horto florestal da Companhia (COMPANHIA PAULISTA, 1904) e esses locais forneciam madeira para a ferrovia que eram utilizados na produ\u00e7\u00e3o de lenha e constru\u00e7\u00e3o de dormentes. Ao todo foram criados 18 hortos florestais em todo o estado de S\u00e3o Paulo, cujo \u00faltimo a ser instalado foi na regi\u00e3o de Aimor\u00e9s em 1940. Um dos principais e mais relevante horto \u00e9 aquele que se encontra na regi\u00e3o de Rio Claro: esse foi criado em 1909 e foi a sede da Se\u00e7\u00e3o Florestal. (MARTINI, 2004).  <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/memoriaferroviaria.rosana.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/image.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3730\" width=\"579\" height=\"442\" srcset=\"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/image.png 396w, https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/image-300x229.png 300w\" sizes=\"(max-width: 579px) 100vw, 579px\" \/><figcaption> <br> &nbsp;Hortos da Cia. Paulista. Fonte: Acervo: Museu da Companhia Paulista &#8211; Jundia\u00ed  <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\">Agora que j\u00e1 falamos\nsobre o objetivo de cria\u00e7\u00e3o dos hortos ferrovi\u00e1rios, voc\u00ea deve estar se\nperguntando: \u201cmas, atualmente, o que s\u00e3o feito com eles?\u201d Poder\u00edamos nos\nestender por horas falando sobre cada horto em espec\u00edfico, por\u00e9m acredito que se\ntornaria mais uma leitura cansativa. <\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\">Alguns hortos, como no caso de Rio Claro, no interior do Estado de S\u00e3o Paulo, se tornaram unidade de conserva\u00e7\u00e3o sendo ambientalmente protegido. Seus usos s\u00e3o destinados ao lazer, turismo e recrea\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de uso p\u00fablico, uso cultural e educacional com o Museu do Eucalipto e manejo ambiental. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/memoriaferroviaria.rosana.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/image-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3731\" width=\"582\" height=\"296\" srcset=\"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/image-1.png 477w, https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/image-1-300x153.png 300w, https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/image-1-425x217.png 425w\" sizes=\"(max-width: 582px) 100vw, 582px\" \/><figcaption><br> Oficina e Vila dos funcion\u00e1rios na Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade em Rio Claro &#8211; Antigo Horto Florestal de Rio Claro. Fonte: GON\u00c7ALVES, 2019. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\">Como podemos perceber, dar um novo uso mantendo sua significa\u00e7\u00e3o e originalidade n\u00e3o possui uma receita \u00fanica e estruturada que possa ser seguida. Cabe aos seus gestores identificar utiliza\u00e7\u00f5es que atendam \u00e0s necessidades da comunidade, se poss\u00edvel tamb\u00e9m de seus visitantes, \u00e0 medida que o turismo \u00e9 um potencializador de preserva\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\">Agora que j\u00e1 sabe um pouco mais sobre o contexto de cria\u00e7\u00e3o e usos dos hortos ferrovi\u00e1rios, n\u00e3o deixe de visit\u00e1-los.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>POZZER, Guilherme Pinheiro. <strong>A antiga esta\u00e7\u00e3o da Companhia Paulista em Campinas: <\/strong>estrutura\nsimb\u00f3lica transformadora da cidade. (1872-2002). Tese de Mestrado em Hist\u00f3ria\npela Universidade Estadual de Campinas, defendida em 2007.<\/p>\n\n\n\n<p>MARTINI, Augusto Jeronimo. <strong>O plantador de Eucaliptos: <\/strong>A quest\u00e3o da preserva\u00e7\u00e3o florestal no\nBrasil e o resgate documental do legado de Edmundo Navarro de Andrade. Tese de\nMestrado, Universidade de S\u00e3o Paulo \u2013 USP, S\u00e3o Paulo, 2004.<\/p>\n\n\n\n<p>COMPANHIA PAULISTA DE VIAS F\u00c9RREAS E FLUVIAIS. <strong>Relat\u00f3rio Para Assembleia Geral<\/strong>, 55, 30 de jun. de 1904, p.30, S\u00e3o Paulo, 1904.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\"> <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/4445143830684662\">Ana Paula Marques Gon\u00e7alves<\/a> <\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\"><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/6364631171939942\">Nicolle Oliveira Rocha <\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Como citar<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\">GON\u00c7ALVES, A. P. M; ROCHA, N. O.  Hortos Florestais da ind\u00fastria ferrovi\u00e1ria: ontem, hoje e amanh\u00e3. <strong>Projeto Memoria Ferroviaria<\/strong>, 2020. Disponivel em: https:\/\/memoriaferroviaria.rosana.unesp.br\/?p=3729<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para explicarmos o que s\u00e3o hortos e qual sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio apresentarmos a Se\u00e7\u00e3o Florestal, que foi utilizada por muitas companhias ferrovi\u00e1rias, mais precisamente a Companhia Paulista de Estradas e Ferro (CPEF) que \u00e9 o nosso objeto de estudo. 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