{"id":3758,"date":"2020-07-26T10:16:49","date_gmt":"2020-07-26T13:16:49","guid":{"rendered":"https:\/\/memoriaferroviaria.rosana.unesp.br\/?p=3758"},"modified":"2020-07-26T10:16:50","modified_gmt":"2020-07-26T13:16:50","slug":"dia-do-arqueologo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/?p=3758","title":{"rendered":"Dia do Arque\u00f3logo"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"font-size:18px\">Em comemora\u00e7\u00e3o ao dia do\nArque\u00f3logo, dia 26 de julho de 2020, convidamos o Doutor Juan Manuel Cano\nSanchiz, professor no <em>Institute for\nCultural Heritage and History of Science &amp; Technology, University of\nScience and Technology Beijing<\/em>, China, e membro da equipe Mem\u00f3ria Ferrovi\u00e1ria\na comentar sobre a atua\u00e7\u00e3o do arque\u00f3logo e a a\u00e7\u00e3o deste na \u00e1rea patrimonial.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\">De in\u00edcio, definiu-se o que \u00e9\narqueologia e suas diferentes tipologias:<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\"><em>\u201cA arqueologia \u00e9 uma disciplina que tem se expandido muito nas \u00faltimas d\u00e9cadas, de forma que as frentes nas quais se pode atuar s\u00e3o m\u00faltiplas dos pontos de vista cronol\u00f3gico, tem\u00e1tico, metodol\u00f3gico, te\u00f3rico e social. A arqueologia pode operar tanto em passados distantes quanto pr\u00f3ximos, inclusive no presente. Pode estudar, por exemplo, os sambaquis no litoral brasileiro formados h\u00e1 3.000 anos e contribuir com isso a \u201cdesestereotipar\u201d a imagem dos povos ind\u00edgenas que moravam l\u00e1 antes da coloniza\u00e7\u00e3o europeia e divulgar esse conhecimento por meio de um <a href=\"http:\/\/www.arise.mae.usp.br\/sambaquis\/\">videogame<\/a>. A arqueologia tamb\u00e9m pode analisar o lixo deixado numa noite de carnaval para definir padr\u00f5es atuais de comportamento e consumo. O que define a natureza de um estudo arqueol\u00f3gico n\u00e3o \u00e9 a dist\u00e2ncia no tempo, \u00e9 o foco na materialidade. Por outro lado, a arqueologia pode atuar com metodologias das ci\u00eancias humanas e sociais, mas tamb\u00e9m com ferramentas das ci\u00eancias exatas ou naturais. Pode se interessar por explicar o passado, por problematizar o uso que fazemos do passado no presente, ou por tomar uma posi\u00e7\u00e3o ativa e contribuir na constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais equilibrada e justa. Enfim, m\u00faltiplas frentes!\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\">Assim, foi perguntado sobre a diferen\u00e7a entre a arqueologia industrial e outros tipos de arqueologia ao qual Sanchiz nos informa que \u201c<em>uma das maiores diferen\u00e7as entre a arqueologia industrial e as arqueologias dos passados mais distantes \u00e9 a maior quantidade de fontes n\u00e3o materiais dispon\u00edveis (escritas, visuais ou orais). Perante essa diversidade e quantidade de fontes, a pesquisa arqueol\u00f3gica industrial se baseia, entre outros m\u00e9todos, na leitura cruzada no espa\u00e7o f\u00edsico de todos os dados dispon\u00edveis. Isso gera interpreta\u00e7\u00f5es mais contrastadas e completas, pois permite verificar a informa\u00e7\u00e3o contida nos registros \u201cn\u00e3o objetivos\u201d e ainda complet\u00e1-la com aquilo que nunca foi registrado mas deixou um rastro material. De toda forma, como o prof. Funari nos recorda, o papel da arqueologia hist\u00f3rica (onde arqueologia industrial se enquadra) n\u00e3o \u00e9 apenas completar ou corrigir as fontes escritas, mas construir narrativas alternativas baseadas nos vest\u00edgios materiais<\/em>.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"567\" height=\"400\" src=\"https:\/\/memoriaferroviaria.rosana.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/image-6.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3759\" srcset=\"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/image-6.png 567w, https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/image-6-300x212.png 300w, https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/image-6-425x300.png 425w\" sizes=\"(max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><figcaption><br> Fragmentos de telhas de fabrica\u00e7\u00e3o nacional nas oficinas da Companhia Paulista em Jundia\u00ed. As fontes escritas para as ditas oficinas s\u00f3 mencionam telhas importadas de fabrica\u00e7\u00e3o francesa (Fonte: Juan Cano). <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua pesquisa, ele\ncomenta que:<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\"><em>\u201cA maior parte do meu trabalho tem se relacionado com ind\u00fastrias do\ns\u00e9culo XX. Ou seja, ind\u00fastrias que, na maioria dos casos, tinham uma forte\ndepend\u00eancia das ferrovias tanto para se abastecer de mat\u00e9rias primas quanto\npara distribuir sua produ\u00e7\u00e3o. Dessa forma, as ferrovias sempre estiveram\npresentes nas minhas pesquisas. Por\u00e9m, a partir de 2013 se converteram numa das\nminhas principais \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\">Relata que se uniu ao projeto Memoria Ferrovi\u00e1ria \u201c<em>ao interesse do prof. Oliveira em somar a arqueologia ao projeto; e ao apoio da UNESP e da <a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/154584\/a-ferrovia-como-agente-de-globalizacao-estudo-arqueologico-transversal-do-complexo-das-oficinas-da\/\">FAPESP<\/a>\u201d. <\/em>E quando perguntado sobre a participa\u00e7\u00e3o dele no projeto, comenta que:<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\">\u201cParticipar no MF tem sido muito rico e instigante para mim. Sempre tentei interagir no maior n\u00famero poss\u00edvel de \u00e1reas, sobretudo durante o tempo que morei no Brasil, o que me permitiu aprender muito. No entanto, acho que minha contribui\u00e7\u00e3o mais original est\u00e1 relacionada com a inclus\u00e3o da arqueologia no MF. De um lado, nos sistemas metodol\u00f3gicos de registro, an\u00e1lise e interpreta\u00e7\u00e3o da materialidade do mundo ferrovi\u00e1rio. Do outro, na incorpora\u00e7\u00e3o do olhar arqueol\u00f3gico nas discuss\u00f5es multidisciplinares e na caracteriza\u00e7\u00e3o do vest\u00edgio f\u00edsico como documento.\u201d <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"567\" height=\"381\" src=\"https:\/\/memoriaferroviaria.rosana.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/image-7.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3760\" srcset=\"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/image-7.png 567w, https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/image-7-300x202.png 300w, https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/image-7-425x286.png 425w\" sizes=\"(max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><figcaption><br> Alguns membros da equipe MF em atividade de campo nas oficinas da Companhia Paulista em Jundia\u00ed (fonte: Mem\u00f3ria Ferrovi\u00e1ria) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\">Por ele ter experi\u00eancia de\npesquisa em diferentes pa\u00edses, perguntamos sobre o potencial do Brasil como\ncampo f\u00e9rtil para Arqueologia industrial, ao qual ele nos disse que <em>\u201cno Brasil os processos de industrializa\u00e7\u00e3o\ns\u00e3o relativamente tardios, especialmente quando comparados com outros pa\u00edses\nindustrializados da Europa ou da Am\u00e9rica do Norte. Isso quer dizer que os\nvest\u00edgios da industrializa\u00e7\u00e3o brasileira s\u00e3o em geral mais recentes, o que\nfrequentemente se traduz em tecnologias mais modernas, escalas maiores e em\nmelhores estados de conserva\u00e7\u00e3o. Alguns espa\u00e7os foram abandonados h\u00e1 pouco\ntempo, enquanto outros continuam ativos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\"><em>Por outro lado, no Brasil, pelo menos na parte que eu conhe\u00e7o, muitas vezes \u00e9 poss\u00edvel achar nos espa\u00e7os produtivos abandonados as maquinarias e equipamentos que funcionaram neles, coisa que em outros pa\u00edses (na Espanha, por exemplo) \u00e9 pouco frequente. Isso enriquece muito o valor dos complexos como s\u00edtios arqueol\u00f3gicos e permite uma leitura tecnol\u00f3gica, evolutiva e funcional muito mais completa.<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"567\" height=\"376\" src=\"https:\/\/memoriaferroviaria.rosana.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/image-8.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3761\" srcset=\"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/image-8.png 567w, https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/image-8-300x199.png 300w, https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/image-8-425x282.png 425w\" sizes=\"(max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><figcaption><br> Maquinaria original nas oficinas da EFNOB em Bauru (fonte: Juan Cano) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\">Finalmente, sobre o tema ele ressalta\nque<em> \u201capesar dos esfor\u00e7os de v\u00e1rias\npessoas e institui\u00e7\u00f5es, os acervos escritos e visuais da ind\u00fastria brasileira\ns\u00e3o maltratados e um volume muito importante de documenta\u00e7\u00e3o tem se perdido ou\nest\u00e1 em processo de se perder. Perante essa situa\u00e7\u00e3o toda, o Brasil \u00e9 um campo\nespecialmente f\u00e9rtil para a arqueologia industrial, pois os documentos\nmateriais (os vest\u00edgios) \u00e0s vezes se conservam melhor do que os escritos ou\nvisuais. Por\u00e9m, os vest\u00edgios materiais tamb\u00e9m se encontram em risco e muitos\nsofrem altera\u00e7\u00f5es e perdas graves e r\u00e1pidas. \u00c9 por isso que o registro tem que\nser uma atividade priorit\u00e1ria da arqueologia industrial brasileira, agora e nos\npr\u00f3ximos anos.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\">Sobre os desafios que a arqueologia poderia\nenfrentar em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pesquisa sobre ferrovias ele comenta que:<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\"><em>\u201cUm dos maiores desafios da pesquisa arqueol\u00f3gica sobre ferrovias \u00e9 a escala. A China, por exemplo, tem hoje quase 140.000 km de malha ferrovi\u00e1ria, junto com um material rodante e infraestrutura (esta\u00e7\u00f5es, oficinas, escrit\u00f3rios, etc.) que possibilitam a circula\u00e7\u00e3o de mais de 3,6 bilh\u00f5es de passageiros e o transporte de 4,3 bilh\u00f5es de toneladas cada ano (segundo dados do Boletim Anual de Estad\u00edsticas Ferrovi\u00e1rias para 2019). O registro e an\u00e1lise arqueol\u00f3gico disso tudo \u00e9, simplesmente, incomensur\u00e1vel. Por outro lado, em muitos pa\u00edses uma parte significativa da rede ferrovi\u00e1ria e das estruturas relacionadas com ela \u00e9 ainda operacional, o que dificulta as condi\u00e7\u00f5es de acesso e pesquisa.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"567\" height=\"387\" src=\"https:\/\/memoriaferroviaria.rosana.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/image-9.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3762\" srcset=\"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/image-9.png 567w, https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/image-9-300x205.png 300w, https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/image-9-425x290.png 425w\" sizes=\"(max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><figcaption><br> Vista parcial da \u00e1rea de embarque da esta\u00e7\u00e3o de Wuhan, China (fonte: Juan Cano) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\">E sobre a atua\u00e7\u00e3o do arque\u00f3logo em ruinas ferrovi\u00e1rias no Brasil destaca que \u201c<em>No caso das ru\u00ednas ferrovi\u00e1rias brasileiras, o principal problema \u00e9, como disse, o fato de se encontrarem num processo de mudan\u00e7a muito r\u00e1pido. \u00c0s vezes provocado pelo abandono e o consequente deterioro, espolio e desapari\u00e7\u00e3o. Outras, pela recupera\u00e7\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o para novos usos, que mesmo sendo desej\u00e1vel implica uma altera\u00e7\u00e3o do \u201cdocumento\u201d original e, pelo tanto, perda de dados. O registro \u00e9, assim, priorit\u00e1rio e urgente. Usando uma met\u00e1fora muito popular em arqueologia, a ru\u00edna ferrovi\u00e1ria \u00e9 um livro do qual s\u00f3 temos uma c\u00f3pia dispon\u00edvel. O que n\u00e3o for lido (e registrado) agora, pode ser imposs\u00edvel de conhecer depois.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Entrevistado: <a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/profile\/Juan_Cano_Sanchiz\">Prof. Dr.  Juan Manuel Cano Sanchiz<\/a>  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em comemora\u00e7\u00e3o ao dia do Arque\u00f3logo, dia 26 de julho de 2020, convidamos o Doutor Juan Manuel Cano Sanchiz, professor no Institute for Cultural Heritage and History of Science &amp; Technology, University of Science and Technology Beijing, China, e membro da equipe Mem\u00f3ria Ferrovi\u00e1ria a comentar sobre a atua\u00e7\u00e3o do<a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/?p=3758\">Read More &rarr;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3763,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[20],"tags":[57,59,677,678,299],"class_list":{"0":"entry","1":"post","2":"publish","3":"author-evandro","4":"post-3758","6":"format-standard","7":"has-post-thumbnail","8":"category-noticias","9":"post_tag-arqueologia","10":"post_tag-arqueologia-industrial","11":"post_tag-arqueologo","12":"post_tag-dia-do","13":"post_tag-patrimonio-ferroviario"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3758","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3758"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3758\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3764,"href":"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3758\/revisions\/3764"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3763"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3758"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3758"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/memoriaferroviaria.assis.unesp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3758"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}